28.07.2020 | Industrial/Equipamentos

Entenda como é possível mecanizar o processo logístico interno de um frigorífico e atender as exigências legais do setor

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A logística em frigoríficos é repleta de desafios e as empresas deste ramo, estão em constante atualização para se adequar e enfrentar os obstáculos do ciclo logístico deste negócio. Cumprir com as rigorosas normas estabelecidas pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), BPF (Boas Práticas de Fabricação), MT (Ministério do Trabalho), MAPA/SDA (Secretaria de Defesa Agropecuária) e SIF (Serviço de Inspeção Federal), além das exigências legais do mercado internacional, que podem variar conforme cada país e cultura, exige um esforço redobrado de cuidados com o trabalhador desde a produção, até o armazenamento e o transporte das cargas perecíveis como produtos congelados, carnes, frangos e peixes.

Além do cumprimento de todas as leis, sabe-se que existem boas práticas e tecnologias de empresas que se especializaram neste segmento para contribuir no sucesso deste negócio. O tópico que será abordado a seguir, consiste nas possibilidades de mecanização da operação interna dos frigoríficos e, como essa mecanização contribui no cumprimento de normas trabalhistas bem como na ergonomia e na produtividade das operações logísticas.

Como é possível mecanizar a operação interna de movimentação de cargas frigorificadas?

Salvo as particularidades, o processo logístico interno de um frigorífico segue etapas padrões que vão desde o recebimento da matéria prima até a expedição do produto final. O processo produtivo inicia no recebimento da matéria prima, seja ela viva para o abate, congelada ou resfriada. Nesta etapa, onde ocorre a inspeção da carga, é possível receber as cargas em paletes através das Niveladoras de Docas Galvanizadas. Este equipamento vai compensar o desnível entre o caminhão e a doca, permitindo o acesso dos veículos industriais para fazer o descarregamento. O acabamento galvanizado, confere maior durabilidade por se tratar de ambientes úmidos e agressivos.

Após a pesagem e a inspeção, a matéria prima é recebida e destinada às áreas de preparação ou armazenagem. O transporte interno é feito através de empilhadeiras elétricas ou manuais e, dependendo do volume da carga, é possível movimentar os paletes com o Transpalete, modelo de carrinho industrial também conhecido como paleteiras, que permite a movimentação dos paletes com facilidade.

No processo de separação da matéria-prima, a Empilhadeira Manual ou o Transpalete Pantográfico (Highlifter) podem ser aplicados para que a carga seja elevada até a altura ergonomicamente recomendável ao operador, para que ele possa fazer a separação manual da carga. Dependendo da infraestrutura do frigorífico e do peso das cargas, é possível aplicar a Plataforma Elevadora Extra Baixa, que também permite o manuseio das cargas em posição ergonômica para o operador, além de estar totalmente adequada as normativas aplicáveis NR10 e NR12.

Na etapa de preparação de matéria prima após o seu resfriamento, a carne (gado, aves ou peixes) passa por britadores (quebradores de blocos), moedores, cozinhadores e misturadores. Neste processo, existe uma infraestrutura de esteiras, tubulações e maquinário específico inoxidáveis para realizar os tratamentos necessários.

Após seguir o processo de envasamento, enlatamento, processo térmico, secagem e rotulagem, os produtos podem ser estocados para embarque. Neste processo de estocagem e embarque, a movimentação das cargas ganha produtividade e eficiência quando as empilhadeiras recebem implementos acoplados a elas.

Para melhorar a segurança e facilitar a operação, existem kits de câmeras e sensores com laser que são acoplados nos garfos das empilhadeiras, ou em outros implementos, tornando a operação inteligente e mais segura, por ampliar a visibilidade quando o equipamento e a carga obstruem a visão do operador.

Uma empilhadeira com o Empurra Puxa Cargas (Push Pull) por exemplo, vai ser mais eficiente e conferir economia no momento da expedição. Este equipamento permite expedir as cargas retendo os paletes, representando a equivalência de um mês de frete grátis no período de um ano, além de dispensar os certificados de fumigação, levando em consideração aqueles países que não aceitam o palete de madeira. Também, existem ganhos ergonômicos, pois as cargas não precisam ser batidas manualmente.

Outro equipamento que otimiza a logística interna é o Selecionador de Camadas Frontal (Layer Picker). Este equipamento seleciona camadas de produtos para a montagem de paletes mistos ou para o processo de completar a altura do palete. Desta forma, é possível montar um palete com carga mista, de forma rápida, segura e ergonômica, pois a seleção mecanizada das cargas dispensa a prática manual na expedição. Ainda, o Layer Picker Frontal é acoplado facilmente nos garfos da empilhadeira, sem o uso de ferramentas e em poucos minutos. Esse sistema rápido de acoplamento dispensa a necessidade de uma empilhadeira dedicada e permite, facilmente, intercambiar outros implementos acoplados a ela.

Percebe-se que os equipamentos indicados para a mecanização das operações contribuem para a ergonomia dos operadores e para a segurança das movimentações das cargas, ambos são tópicos exigidos pela legislação vigente deste setor. Além destes itens, a mecanização permite ganhos em produtividade e rentabilidade do negócio, refletindo no sucesso do frigorífico.

Fontes de referência:
https://www.saur.com.br/pt
http://dspace.unipampa.edu.br/bitstream/riu/2839/1/TCC%20HELENA%20BORRALHO%20DE%20BORBA.pdf